
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

No dia 15, o contrato mais ativo do Brent fechou com forte queda de 4,1%, posicionando-se em USD 63,8 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, caindo para USD 59,2 bbl (-4,6%).
Após cinco sessões consecutivas de alta, os prêmios de risco de oferta no Oriente Médio evaporaram, com a redução das tensões entre Washington e Teerã contribuindo para uma diminuição das preocupações sobre os fluxos de petróleo na região. Auxiliando nas pressões baixistas, o forte avanço dos estoques de petróleo e gasolina no mercado norte-americano divulgado pelo DOE no dia anterior passou a refletir nas cotações, com os investidores precificando um balanço menos apertado nos EUA.
Hoje pela manhã (16), o contrato do Brent para vencimento em março de 2026 opera com uma alta de 1,2%, cotado a USD 64,5 bbl até as 09h10. Os futuros do petróleo recuperam parte das perdas registradas ontem, com as incertezas ao redor da situação iraniana e os temores sobre novas disrupções logísticas no oleoduto CPC resultando nesse aumento das cotações.
Rússia reduz participação das vendas de petróleo para Índia
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Comércio da Índia, o volume de petróleo russo escoado para o país asiático em dezembro atingiu as mínimas dos últimos dois anos, se posicionando ao redor de 1,4 mbpd. Com isso, a participação russa nas compras indianas atingiu o menor valor em onze meses, representando 27% do share.

Enquanto isso, os países da OPEP12 absorveram boa parte do mercado deixado pelos russos, passando a responder por 53% (2,7 mbpd) do volume total importado pelos indianos no último mês de 2025. Tal cenário já era esperado pelo mercado, conforme rastreadoras marítimas haviam confirmado uma redução da quantidade de barris entregues pela Rússia à Índia no período, ao passo que a Arábia Saudita escoou mais produto para o mercado indiano.
Para janeiro, as expectativas são de uma retomada da participação russa, mesmo em meio às pressões da Casa Branca para que a Índia reduza as aquisições do produtor do Leste Europeu. É esperado que esse retorno ao barril ofertado pela Rússia ocorra por conta dos descontos do barril russo frente às referências internacionais, com rumores de um diferencial próximo a USD 15 bbl para algumas negociações.
Oleoduto que conecta Rússia e Cazaquistão segue avariado
De acordo com o Ministério de Petróleo do Cazaquistão, desde os ataques ucranianos no final de novembro contra o oleoduto CPC – que conecta o campo cazaque de Tengiz aos portos russos no Mar Negro –, o país vem redirecionando os fluxos de barris para outras regiões, escoando parte do produto para a Alemanha, China e portos diferentes da Rússia.
Até o momento, cerca de 50 kbpd foram redirecionados em janeiro, o que vem resultando em algumas dificuldades logísticas para os fornecedores e consumidores do produto do Cazaquistão. Vale destacar que o oleoduto CPC carrega cerca de 80% de todas as exportações da commodity do país, escoando principalmente o energético para o Mar Negro. Em meio às incertezas em relação à normalização das atividades dessa via, há uma expectativa de que parte do produto cazaque chegue mais caro para alguns hubs consumidores.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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