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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Petróleo se mantêm estável enquanto mercado avalia impactos do vórtex polar nos EUA

No dia 26, o contrato mais ativo do Brent fechou com queda de 0,44%, posicionando-se em USD 65,6 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, operando ao redor dos USD 60,6 bbl.

Os futuros do petróleo reagiram ao anúncio feito pelo Ministério de Energia do Cazaquistão, que confirmou a retomada gradual da produção no maior campo de extração da commodity no país, em meio ao retorno total das atividades do oleoduto CPC – que conecta os centros produtivos cazaques aos terminais de exportação da Rússia no Mar Negro.

Hoje pela manhã (27), o contrato do Brent para vencimento em março de 2026 opera com uma leve alta de 0,4%, cotado a USD 65,8 bbl até as 08h30. O mercado passa a avaliar os impactos da passagem do vórtex polar nos EUA, com estimativas apontando para um recuo da produção em 2 mbpd nesse fim de semana.

Estimativas apontam para forte recuo da produção dos EUA no fim de semana

Desde a semana passada, o mercado vinha mostrando um forte receio em relação aos impactos da passagem do vórtex polar sobre território norte-americano. Conforme apontado no Resumo Semanal de Petróleo da StoneX:

“Desde o final da última semana, cerca de 828 mil casas ficaram sem energia, principalmente nos estados de Tennessee, Mississipi e Luisiana. As regiões da Costa do Golfo e do Meio Oeste foram as mais afetadas, resultando no aumento expressivo dos preços do gás natural e do diesel – amplamente utilizados para calefação de ambientes nos EUA.”

Além dos impactos sobre o setor elétrico, novas estimativas apontaram para um recuo na produção de petróleo em cerca de 2 mbpd entre sábado e domingo, sendo a região de Permian a mais impactada pelo evento climático, deixando de produzir cerca de 1,5 mbpd. Ao longo dos últimos dois dias, no entanto, o mercado passou a observar uma recuperação mais acelerada dos índices produtivos, com as expectativas se mantendo de um retorno completo da extração de xisto até sexta-feira (30).

A grande dúvida, no entanto, se dá em relação aos derivados de petróleo. Nos últimos dias, diversas refinarias localizadas na Costa do Golfo relataram dificuldades de manter o processamento durante a passagem do vórtex polar, com o mercado precificando um balanço de diesel mais apertado, não só por conta da oferta do combustível, como também pelo fato de que o derivado é utilizado para calefação de ambientes. Vale destacar, também, que a região da Costa do Golfo é a principal consumidora de petróleo e produtora de derivados fósseis no país.

“De acordo com o DOE, a Costa do Golfo (PADD 3) e o Meio Oeste (PADD 2) se destacam no processamento da commodity, com um consumo operando na casa de 8,9 mbpd e 3,9 mbpd, respectivamente, ao longo de 2025. A possibilidade de uma redução do refino por conta da forte frente fria que atravessa o país acaba por ampliar os prêmios do refino de diesel, em meio à expectativa de uma possível restrição de oferta em um cenário de forte avanço do consumo no país.”

Nesse sentido, o mercado deve seguir acompanhando de perto a situação das refinarias, com a atualização do DOE de amanhã (28) podendo dar sinais mais claros sobre os impactos no refino de petróleo norte-americano.

Petrobras ajusta para baixo preços de venda de diesel A no Brasil

Na manhã de ontem (26), a Petrobras anunciou a redução dos preços de venda da gasolina A em R$ 0,14/L, linear para todas as praças, a partir de amanhã (27).

A medida vinha sendo antecipada pelo mercado, conforme a queda dos preços do petróleo e da gasolina observadas desde o final do ano passado, somada à valorização do real, culminou em uma ampliação do diferencial entre os preços de venda da Petrobras e do produto importado – com essa defasagem chegando a operar acima de R$ 0,40/L em meados de janeiro.

Apesar dos avanços recentes do petróleo – motivado por um aumento dos riscos geopolíticos no Oriente Médio, restrições de oferta no Cazaquistão e os temores relacionados à impactos na produção norte-americana por conta da chegada do vórtex polar nos EUA –, a janela de importação do combustível seguiu aberta, com os preços da gasolina A da Petrobras se mantendo R$ 0,24/L acima do importado até a última sexta-feira (23).

Outro fator que ampliou as expectativas de uma redução dos preços da Petrobras se deu no leilão feito pela empresa na semana passada de um volume disponível de gasolina A, cujo lance inicial tinha um desconto de R$ 0,26/L em relação aos preços de venda naquele período. Tal movimentação foi considerado um sinal de que a empresa poderia promover novos reajustes de baixa nas próximas semanas, o que acabou se convertendo na decisão de ontem.

Vale destacar que, considerando o mercado neste momento, o ajuste anunciado pela Petrobras foi R$ 0,09/L abaixo da defasagem com o produto importado. Dessa forma, mesmo com a mudança, o produto importado segue mais competitivo para a maior parte das praças avaliadas. Para as próximas semanas, o mercado deve acompanhar de perto a evolução dos preços da gasolina e do câmbio, sendo ambas as variáveis determinantes para a formação do preço do produto importado que chega aos portos brasileiros.

Tabela diária - Variação dos preços na sessão anterior

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Fonte: CmdtyView. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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