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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Petróleo opera estável, com foco se mantendo no Oriente Médio

Ontem (11), o contrato com maior liquidez do Brent fechou com alta de 0,9%, posicionando-se em USD 69,4 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, operando ao redor dos USD 64,6 bbl (+1,1%).

Os futuros do petróleo seguiram avançando na sessão passada em meio aos receios dos investidores sobre possíveis movimentações militares no Oriente Médio. Ao longo do dia, no entanto, os ganhos foram rapidamente reduzidos após a divulgação dos dados semanais do DOE, que apontaram uma forte reconstrução dos estoques de petróleo nos EUA.

Hoje pela manhã (12), o contrato do Brent para vencimento em abril de 2026 opera estável, cotado a USD 69,3 bbl (-0,16%) até as 09h20. As incertezas ao redor das discussões sobre o acordo nuclear acabam resultando na menor movimentação das cotações nesse início de sessão, com os investidores aguardando atualizações sobre o tema.

DOE registra avanço expressivo dos estoques de petróleo nos EUA

De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos EUA avançaram 8,5 milhões de barris na semana passada. Apesar do volume ser inferior ao reportado pelo API (13,4 milhões), vale destacar que a movimentação ainda surpreende, com as reservas voltando a seguir uma trajetória altista comum para o período.

O principal motivo por trás do aumento expressivo dos níveis de estocagem se dá na recuperação da produção após a normalização das temperaturas nos EUA, com importantes regiões de xisto, principalmente Permian, voltando a operar com uma capacidade mais elevada. Esse fator, somado ao avanço dos preços no mercado internacional, acabou resultando em incentivos para o retorno da oferta doméstica, com a produção de petróleo apresentando um avanço semanal de 4%, posicionando-se em 13,2 mbpd.

A demanda seguiu estável, com o fator de utilização das refinarias apresentando um recuo de 1,1 p.p. Vale destacar, no entanto, que o indicador segue bem superior ao registrado em anos anteriores, evidenciando o maior apetite dos centros de refino e, ao mesmo tempo, os impactos menores causados pela passagem do vórtex polar neste ano às operações de processamento.

Os estoques de gasolina também cresceram (+1,2 milhão de barris), com o avanço expressivo da produção, em 6,6%, superando o aumento da demanda e das exportações no período. As reservas de diesel, por outro lado, recuaram 2,7 milhões de barris, motivado principalmente por um consumo elevado, atingindo o pico anual do ano e o maior valor desde janeiro de 2025, em meio ao maior uso do derivado fóssil para calefação de ambientes. Com isso, os estoques do combustível já passam a operar abaixo da média de 5 anos, o que deve manter os diferenciais de preços com o petróleo ainda sustentados.

IEA reduz projeção de demanda

Hoje, a IEA divulgou o seu Relatório Mensal de Petróleo. A agência reduziu as suas estimativas de crescimento da demanda por petróleo em 2026, de 0,93 mbpd para 0,85 mbpd. A mudança das expectativas acaba sendo justificada pelo nível de preços mais elevados nesse início de ano, com a IEA observando essa nova faixa das cotações como um desestímulo para o consumo da commodity.

Com isso, a agência segue projetando um superávit de 3,7 mbpd – volume parecido ao último relatório. Apesar de estar distante dos 4 mbpd projetados pela IEA em análises anteriores, o valor segue significativamente maior do que o esperado pela OPEP+ e pelo DOE. Nesse sentido, ainda existem incertezas sobre o nível que a oferta irá superar a demanda por petróleo nesse ano.

É importante destacar, ao mesmo tempo, que parte desse excedente produtivo acaba não chegando ao mercado, seja por conta da ampliação dos estoques estratégicos chineses, seja pela dificuldade de países como Rússia e Irã de escoarem produtos sancionados para outras regiões – com o volume de barris sancionados em plataformas marítimas se mantendo elevado. Por conta disso, mesmo com as expectativas de um superávit alto, os preços seguem se posicionando em níveis maiores em relação ao final de 2025.

Outros fatores que influenciam o petróleo neste momento

  • Retomada das discussões sobre o acordo nuclear entre EUA e Irã; ↓
  • Projeção de recorde de exportações sauditas de petróleo para a China em março. ↑

Tabela diária - Variação dos preços na sessão anterior

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Fonte: CmdtyView. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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