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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Possível aumento das cotas produtivas pela OPEP+ pressiona petróleo

Ontem (25), o contrato com maior liquidez do Brent fechou em estabilidade, posicionando-se em USD 70,8 bbl (+0,1%). Já os contratos do WTI recuaram levemente, operando ao redor dos USD 65,4 bbl (-0,3%).

Após iniciar a sessão passada em alta – influenciados pela subida de tom de Donald Trump sobre o regime iraniano –, os futuros do petróleo passaram a recuar de maneira acelerada diante da divulgação dos dados semanais do DOE, que apontaram para um avanço expressivo dos estoques comerciais da commodity nos EUA – o que pressionou de maneira mais intensa a referência norte-americana.

Hoje pela manhã (26), o contrato do Brent para vencimento em abril de 2026 opera em queda, cotado a USD 69,7 bbl (-1,4%) até as 09h50. O crescimento dos estoques de petróleo nos EUA e as expectativas ao redor de um novo aumento das cotas produtivas da OPEP+ para abril acabam puxando os preços da commodity para baixo nesse início de sessão.

Estoques americanos crescem de maneira expressiva

De acordo com os dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE), os estoques comerciais de petróleo apresentaram um avanço expressivo da semana passada, superior a 15 milhões de barris – sendo também o sexto maior valor da série histórica, e o maior avanço desde fevereiro de 2023.

Por que isso é importante: A alta ocorre após um recuo expressivo das reservas na semana anterior, acima de 9 milhões de barris, com o nível de estocagem voltando a operar acima do observado no mesmo período de 2025. A forte expansão dos estoques nessa semana foi influenciada por um recuo significativo do fator de utilização das refinarias no Meio Oeste, de 6,3 pontos, resultando em uma queda do indicador nacional em 2,4 p.p.

  • A redução do processamento da commodity reflete uma série de manutenções programadas em centros de refino no Meio Oeste e na Costa Oeste, com os impactos da passagem do vórtex polar em janeiro sobre algumas refinarias influenciando na necessidade de manutenções adicionais.
  • Esse movimento acabou resultando em uma diminuição da produção de gasolina, diesel e QAV no país, com baixas semanais produtivas de 1,4%, 2,8% e 6,7%, respectivamente.
  • Apesar da menor oferta interna, os estoques de diesel se recuperaram em meio ao aumento expressivo das importações do derivado fóssil e uma retração também significativa da demanda interna.
  • No caso da gasolina, a redução da produção interna e a manutenção de um consumo elevado pesou sobre as reservas do combustível, que seguiram em queda pela segunda semana consecutiva. Ainda assim, o nível de estocagem segue significativamente superior ao registrado em anos anteriores.
  • Vale destacar que o relatório acaba refletindo apenas os fundamentos observados até a última sexta-feira (20), de modo que a nevasca registrada na Costa Leste nessa segunda-feira (23) ainda não foi refletida nos dados do DOE.

 

Arábia Saudita amplia exportações de petróleo

De acordo com empresas de rastreamento marítimo, as exportações de petróleo pela Arábia Saudita nas três primeiras semanas de fevereiro atingiram 7,3 mbpd – maior valor em quase três anos.

Exportações de petróleo pela Arábia Saudita - mbpd

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Fonte: BBG. Elaboração: StoneX.

Por que isso é importante: O avanço expressivo das vendas sauditas para o exterior surpreendeu o mercado, que enxerga essa movimentação como uma possível antecipação do envio de barris pelo Estreito de Hormuz em meio aos receios em relação à um conflito direto entre EUA e Irã.

Panorama: Ao longo dos últimos dias, o mercado vem observando esse crescimento das vendas pela Arábia Saudita, movimento comum em outros momentos em que a possibilidade de conflitos no Golfo Pérsico cresceu.

  • Esse “plano de contingência” definido pelo governo saudita foi observado ao menos duas vezes em 2025, principalmente em julho, quando os ataques norte-americanos sobre bases nucleares iranianas influenciaram nesse aumento da produção e das exportações de petróleo pela Arábia Saudita.
  • Paralelo a isso, alguns rumores apontaram que a OPEP+ deve decidir no domingo (29) por um aumento de 137 kbpd nas cotas produtivas de abril, ampliando a possibilidade de mais membros ampliarem a sua oferta em um cenário de incertezas em relação à estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

Tabela diária - Variação dos preços na sessão anterior

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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