
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Isabela Garcia, Market Intelligence Analyst

Ontem (09), o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, totalizando USD 98,96 bbl (+6,76%). Os futuros do WTI seguiram trajetória parecida, encerrando o dia em USD 94,77 bbl (+4,26%).
Após iniciar a semana próximo de USD 120 bbl, os futuros do petróleo cederam parte dos ganhos diante falas de Donald Trump de que a guerra estaria “praticamente concluída”, além de uma sinalização de liberação conjunta de reservas estratégicas coordenada pela IEA.
Hoje pela manhã (10), o contrato do Brent para vencimento em maio de 2026 opera com queda de 5,9%, cotado a USD 93,1 bbl até as 09h30. Em geral, mercado observa os esforços para contornar o choque de oferta, aliviando a euforia do dia anterior, mas mantendo os preços do petróleo bastante elevado.
Dez dias de conflito: Trump diz que guerra acabará “em breve”
No final da segunda-feira, o presidente Donald Trump afirmou que a guerra contra o Irã deve acabar em breve e está “praticamente concluída”, mas negou que seja nesta semana.
Por que isso importa? A fala do presidente americano indicou que a Casa Branca poderia estar disposta a “encerrar” o conflito após as pressões com a escalada dos preços do petróleo e combustíveis. Além disso, a sucessão do Irã parece frustrar os objetivos americanos com a guerra, dado que o novo líder estaria ainda mais relutante em cooperar com o Ocidente e ceder para exigências dos EUA e Israel.
O que esperar: O mercado se agarra com esse vislumbre do TACO ("Trump Always Chickens Out") na esperança de que o conflito não se estenda por tanto tempo, permitindo a liberação de fluxos pelo Estreito de Ormuz. Entretanto, nenhuma negociação de cessar-fogo está sendo registrada, o que limita maiores quedas dos preços do petróleo.
Liberação conjunta de estoques pelo G7
No início da semana, surgiram rumores de que a IEA poderia coordenar uma liberação de até 300 milhões de barris de reservas estratégicas para atenuar os impactos de oferta com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Por que isso importa? Caso confirmado, seria a maior liberação em conjunto da IEA na história, com esse volume compensando 20 dias de restrição de oferta pelo Estreito de Ormuz (considerando um volume impactado médio de 15 mbpd).
O que esperar: A medida é bem recebida pelo mercado, como um esforço importante para compensar as perdas do choque de oferta. Todavia, quanto mais tempo o Estreito de Ormuz seguir travado – que já se encaminha para 11 dias -, maior a dificuldade para compensar essa queda da disponibilidade de petróleo, com a medida da IEA tendo fôlego curto.
Importações de petróleo na China aumentam em fevereiro
De acordo com dados oficiais, as importações de petróleo pela China saltaram 12,6% frente o ano anterior, estando em 12,58 mbpd
Por que isso importa? A China seguia comprando bastante petróleo até fevereiro, tanto para atender sua demanda interna como para fortalecer as reservas estratégicas e comerciais. Com isso, o país conta com uma ampla cobertura de oferta de petróleo, mesmo com fornecedores importantes inviabilizados de exportar.

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Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.


7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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