
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

Ontem (01), o contrato mais ativo do Brent fechou com queda de 2,7%, cotado a USD 101,1/bbl. Os futuros do WTI seguiram a mesma trajetória, encerrando o dia a USD 100,1/bbl, com recuos de 1,3%.
Os futuros do petróleo seguiram pressionados por conta das expectativas de uma redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com as falas de Donald Trump sobre uma possível retirada de ativos americanos no Golfo Pérsico influenciando nesse cenário. Somado a isso, a forte alta de estoques no mercado norte-americano também contribuiu para a queda das cotações.
Hoje pela manhã (02), o contrato do Brent com vencimento em junho de 2026 opera com alta de 7,1%, cotado a USD 108,2/bbl até as 07h20. O mercado passa por uma forte correção, com a retomada das ameaças pela Casa Branca contra o Irã reduzindo as expectativas de um cessar-fogo no curto prazo.
Após baixar o tom em relação à situação do Golfo Pérsico nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou na noite passada que o Irã seria atingido de maneira “extremamente dura”, com a ambiguidade nas falas de Trump ampliando as incertezas em relação às movimentações da Casa Branca.
Por que isso é importante: A nova mudança da posição de Trump em relação ao conflito no Oriente Médio e a falta de sinais claros sobre as pretensões de Washington para os próximos dias acabou revertendo boa parte das perdas dos preços do petróleo registradas em sessões anteriores, com os investidores precificando a continuidade do conflito por um período indeterminado.
Panorama: Ao longo dos últimos dias, as expectativas sobre uma redução significativa das tensões geopolíticas no Oriente Médio vinham crescendo, com a confirmação feita por Trump sobre uma possível retirada de ativos militares próximos ao Golfo Pérsico reduzindo os receios em relação a uma eventual invasão terrestre por forças dos EUA em território iraniano.
O que esperar: Nesse momento, os investidores passam a “vender a notícia”, com a reescalada das tensões devendo manter os preços do petróleo em patamares mais elevados.
De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos Estados Unidos apresentaram uma alta semanal de mais de 5 milhões de barris. O avanço foi superior às expectativas de mercado, mas abaixo do registrado pelo API no dia anterior.
Por que isso é importante: O avanço expressivo dos estoques da commodity no mercado norte-americano – que passa a operar em 460 milhões de barris, volume acima da média dos últimos 5 anos para o período – diminuiu parte dos receios em relação a uma disrupção de oferta global, contribuindo para as quedas observadas na sessão passada.
Derivados: Os estoques de gasolina e de diesel, por outro lado, operaram com quedas na ordem de 586 mil barris e 2,1 milhões de barris.

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Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.


7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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