
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

Ontem (05), o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, encerrando a sessão em USD 111,45/bbl (−2,60%). Os futuros do WTI seguiram trajetória parecida, recuando para USD 102,72/bbl (−3,50%).
O movimento de ontem refletia o alívio parcial provocado pela passagem de um navio pelo Estreito de Ormuz, escoltado pela Marinha dos EUA, após dias de escalada intensa, reduzindo marginalmente o prêmio de risco geopolítico embutido nos contratos, sem, contudo, sinalizar reabertura efetiva da rota.
Nesta manhã (06), o Brent opera em forte queda, cotado a USD 97,01/bbl (−10,95%), atingindo o menor patamar em quase duas semanas. O movimento é alimentado pelo sentimento de que EUA e Irã estão próximos de um memorando de entendimento para encerrar o conflito — o que abriria caminho para a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e a retomada das exportações de petróleo e derivados pelos países do Golfo Pérsico.
O site Axios reportou que Washington acredita estar próximo de fechar um memorando de entendimento com o Irã para encerrar a guerra. Uma fonte paquistanesa diretamente envolvida na mediação confirmou a precisão do relato e afirmou que o desfecho está próximo.
Por que isso importa: A perspectiva de um acordo alimentou o sentimento baixista de forma extrema, com o Brent acumulando queda de quase 15% em dois dias, revertendo parte do prêmio de risco geopolítico acumulado desde o início do conflito.
Panorama: O memorando, com 14 pontos, prevê: compromisso iraniano de moratória no enriquecimento de urânio; remoção de sanções pelos EUA; liberação de dólares em recursos iranianos congelados; e reabertura gradual do Estreito de Ormuz por ambos os lados.
O que esperar? O mercado deve seguir precificando ao longo do dia os sinais de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, com os futuros respondendo à essa possível retomada dos fluxos de petróleo e derivados pelo Estreito de Ormuz.
Dados preliminares do Instituto Americano do Petróleo (API) mostram que os estoques norte-americanos de petróleo caíram pela terceira semana consecutiva, evidenciando o impacto do bloqueio do Estreito de Ormuz sobre o abastecimento global de refino. Os dados oficiais da Agência de Informação de Energia (EIA) serão divulgados ainda nesta quarta-feira.
Por que isso importa: A queda acelerada nos estoques norte-americanos reforça que o choque de oferta provocado pelo bloqueio é real e está se materializando nos fundamentos físicos do mercado. É relevante que esse dado funciona como um fator de suporte ao preço mesmo em um cenário de negociações avançadas: ainda que um acordo seja fechado, a normalização do abastecimento levará semanas, o que tende a limitar a extensão da queda nos preços no curtíssimo prazo.
O que esperar? Os dados oficiais da EIA, previstos para esta tarde, devem confirmar a tendência de queda nos estoques. Caso os números venham acima do esperado pelo API, o efeito baixista das negociações deve se intensificar ainda mais. Caso os números confirmem ou superem as estimativas do API, o foco permanece nas negociações diplomáticas como principal driver do dia.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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