
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

Ontem (06), o contrato mais ativo do Brent fechou em forte queda, totalizando USD 101,27/bbl (-7,8%), após atingir mínima intradiária de USD 96,75/bbl, antes de recuperar parte das perdas. Os futuros do WTI seguiram trajetória parecida, encerrando o dia em USD 95,08/bbl (-7,1%).
O movimento reflete o maior otimismo em relação às negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, com rumores de que os dois países estão próximos de um memorando de entendimento para encerrar a guerra. A perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz alimentou o sentimento baixista significativamente, resultando na diminuição do prêmio de risco geopolítico acumulado desde fevereiro.
Nesta manhã (07), o Brent opera em USD 99,11/bbl (-2,13%), com a queda sendo ampliada por fontes do Oriente Médio sugerindo que entendimentos já foram alcançados para aliviar o bloqueio naval norte-americano a portos iranianos em troca da abertura gradual do estreito.
De acordo com a agência de notícias Axios, o memorando de entendimento entre EUA e Irã estrutura-se em três etapas: encerramento formal da guerra, reabertura gradual do Estreito de Ormuz e uma janela de 30 dias para negociações de um acordo abrangente. A proposta deixa de fora as principais exigências dos EUA sobre o programa nuclear iraniano.
Por que isso importa: Em um primeiro momento, a sinalização de um acordo temporário é suficiente para reduzir o prêmio de risco geopolítico nos contratos futuros, dado que o mercado interpreta a suspensão das hostilidades como necessário para a reabertura do estreito.
O que esperar? O movimento dos preços do petróleo é similar ao observado no dia 17 de abril, quando o Irã anunciou a reabertura unilateral do Estreito de Ormuz. Naquele período, no entanto, a falta de uma resposta dos EUA à medida resultou na volta do bloqueio iraniano, com as quedas das cotações sendo corrigidas nas semanas seguintes.
Mesmo que o Estreito de Ormuz reabra formalmente, a retomada efetiva dos fluxos de petróleo e derivados enfrenta restrições operacionais relevantes.
Por que isso importa: Vale notar que o mercado está precificando um cenário de reabertura mais rápida do que o mercado físico consegue operacionalizar. Isso cria uma assimetria relevante, dado que, se o acordo for firmado, mas os fluxos demorarem a se normalizar, os estoques seguirão em queda e parte do prêmio de risco poderá ser reincorporada aos preços, limitando a extensão da baixa no curto prazo.
O que esperar? Os dados de estoques da EIA serão monitorados semanalmente como termômetro da velocidade de normalização do abastecimento. Caso os recuos continuem acelerados mesmo após um acordo, o mercado deverá revisar para cima o piso de preços no período de transição.

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Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.


7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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