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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Brent avança com temores sobre reescalada militar no Oriente Médio

Ontem (11), o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de USD 104,21/bbl (+2,88%), após ter atingido máxima intradiária de USD 105,99/bbl. Os futuros do WTI seguiram trajetória parecida, fechando em USD 98,07/bbl (+2,78%), com pico de USD 100,37/bbl durante a sessão.

O movimento foi influenciado pela rejeição de Trump à contraproposta iraniana, além da declaração do presidente norte-americano de que o cessar-fogo estava “por um fio”. O Irã, por sua vez, defendeu suas exigências como legítimas, resultando no menor otimismo em relação à vigência do acordo que impede as ofensivas diretas entre EUA e Irã.

Nesta manhã (12), o Brent opera em USD 107,06/bbl (+2,70%), sustentado pelo impasse que se aprofunda e pelas novas sanções norte-americanas a indivíduos e empresas que facilitam exportações de petróleo iraniano para a China. O mercado pondera entre o risco de escalada militar no Oriente Médio e as expectativas de que a cúpula Trump-Xi, programada para essa semana, possa abrir uma nova janela diplomática.

Trump eleva o tom e o impasse diplomático se aprofunda

A deterioração do cenário diplomático ganhou velocidade ao longo da sessão passada. Após rejeitar a contraproposta iraniana no domingo, Trump declarou que o cessar-fogo entre Washington e Teerã estava “por um fio”, sinalizando risco real de ruptura formal do armistício vigente desde o início de abril.

Por que isso importa: A subida de tom pela Casa Branca volta a representar um risco não só para a estagnação das tratativas diplomáticas entre EUA e Irã, como também a possibilidade de uma suspensão do acordo de cessar-fogo entre as partes, que resultaria em uma reescalada importante do conflito no Oriente Médio – influenciando positivamente os preços do petróleo nesse início de sessão.

  • Na noite de ontem (11), o Pentágono divulgou a localização de um submarino nuclear em Gibraltar, com o mercado interpretando essa informação como um recado à Teerã de que Washington irá pressionar cada vez mais para que o país ceda aos termos de paz propostos pela Casa Branca.
  • Paralelo a isso, o mercado físico segue extremamente fragilizado, com pesquisas apontando que a produção da OPEP 12 atingiu em abril o menor valor em mais de vinte anos, chegando a um volume próximo a 20 milhões de barris por dia (mbpd). Vale destacar que, antes do conflito, a oferta do grupo era de 28,6 mbpd.

Panorama: Além dos riscos associados à retomada de um conflito entre EUA e Irã, o mercado vem observando um aumento das ofensivas entre os países que fazem parte do Golfo Pérsico.

  • Segundo o WSJ, os EAU realizaram ataques militares em território iraniano, incluindo uma operação contra uma refinaria na ilha de Lavan em abril, marcando uma participação direta dos Emirados no conflito que não havia sido reconhecida publicamente.

O que esperar: O suporte às cotações do petróleo deve se manter enquanto as negociações diplomáticas seguirem estagnadas, com os investidores precificando uma possível extensão da disrupção de oferta causada pelo bloqueio no Estreito de Ormuz.

  • Paralelo a isso, as atenções do mercado ao longo dos próximos dias devem se dirigir principalmente aos possíveis desdobramentos da cúpula entre Trump e Xi Jinping, com o tema do conflito no Oriente Médio sendo o principal ponto de discussão entre os presidentes dos EUA e da China.
  • Um eventual alinhamento de que o fim da guerra é necessário pode resultar em uma maior pressão pelo país asiático para que Teerã volte aos canais diplomáticos, o que resultaria em pressões baixistas aos preços das commodities energéticas. O cenário contrário, por outro lado, permitira a sustentação dos futuros do petróleo a novos patamares, podendo romper novamente a faixa dos USD 110 bbl.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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