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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Petróleo avança com falta de soluções práticas para os fluxos do Golfo Pérsico

Ontem (14), o contrato mais ativo do Brent fechou em leve alta, totalizando USD 105,72/bbl (+0,09%). O WTI seguiu trajetória parecida, encerrando a USD 101,17/bbl (+0,15%).

O equilíbrio frágil da sessão de quinta-feira refletiu fundamentos divergentes operando simultaneamente: apesar da travessia de cerca de 30 navios pelo Estreito de Ormuz resultar em um maior otimismo sobre uma possível retomada dos fluxos pela via, as ofensivas contra um navio cargueiro e a tomada de uma embarcação ancorada perto de Fujairah, nos EAU, mantiveram o prêmio de risco geopolítico firme, impedindo quedas mais elevadas.

Nesta manhã de sexta-feira (15), o Brent é negociado a USD 109,19/bbl (+2,2%) por volta das 08h30. O gatilho da alta foi a declaração de Trump, após reunião com Xi Jinping em Pequim, de que está "perdendo a paciência" com o Irã, trazendo de volta os temores envolvendo a retomada das operações militares americanas no Golfo Pérsico.

Cúpula Trump-Xi sem soluções para o Estreito de Ormuz

As conversas entre Trump e Xi em Pequim produziram declarações de alinhamento em dois pontos sensíveis: a necessidade de reabertura do Estreito de Ormuz e a oposição a um Irã que contenha armas nucleares. Ao mesmo tempo, o presidente da China ainda não deixou claro se exercerá sua influência para que Teerã volte a negociar um acordo de paz com os EUA.

Paralelo a isso, em entrevista à Fox News na noite passada, Trump afirmou que "não vai ter muito mais paciência" e que o Irã "deveria fazer um acordo", ampliando a pressão para que o governo iraniano volta à mesa de negociação.

Por que isso importa: Apesar do tom conciliatório entre Pequim e Washington, a falta de medidas concretas em relação à guerra limita o impacto prático das declarações sobre as cotações de commodities energéticas, com os investidores incertos em relação à inclinação de Xi Jinping para pressionar o governo iraniano a acelerar as conversas.

  • Em meio a isso, as declarações de Trump sobre estar impaciente com as movimentações de Teerã acaba ampliando os prêmios de risco associados a uma retomada mais intensa dos ataques entre os dois países, contribuindo para o retorno do ímpeto altista do petróleo.
  • Com as eleições de meio de mandato dos EUA em novembro se aproximando e a guerra se tornando um passivo eleitoral, há incentivo político para Trump forçar uma resolução rápida, seja por acordo ou por pressão militar renovada no Oriente Médio.

Panorama: Xi classificou a militarização do Estreito e tentativas iranianas de cobrar pedágio pelo trânsito como inaceitáveis, posição que pode servir de base para pressão diplomática futura sobre Teerã, ainda que sem cronograma definido.

  • Vale lembrar que a China é o maior comprador de petróleo iraniano e o principal importador global da commodity. A interrupção do fluxo pelo Estreito forçou Pequim a recorrer a estoques estratégicos e fornecedores alternativos.

O que esperar? Apesar de, inicialmente, as declarações de convergência entre China e EUA terem contribuído para uma estabilidade nos preços do petróleo ao longo dos últimos dias, a falta de medidas concretas sobre o conflito deve manter os preços do petróleo sustentados – vide observado nesse início de sessão.

  • O mercado deve avaliar na próxima semana como essas conversas entre Xi Jinping e Trump irão se traduzir em soluções para os fluxos no Estreito de Ormuz, com os futuros do petróleo e dos combustíveis se mantendo extremamente sensíveis ao assunto.

Tabela diária - Variação dos preços na sessão anterior

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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