
Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026
Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

- Energia
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By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

Ontem (21), o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, a USD 102,58/bbl (2,3%), após atingir alta de até 4% no intradiário. O WTI encerrou a USD 96,35/bbl (−1,9%), com ambos os contratos atingindo o menor nível em quase duas semanas.
Apesar dos rumores de que o aiatolá Khamenei teria emitido uma diretiva proibindo a transferência de estoques de urânio enriquecido para o exterior – o que elevou o prêmio de risco no início da sessão – a confirmação de que emissários do Paquistão viajariam ao Irã para continuar as mediações esvaziou parte desse prêmio, pressionando os preços para baixo.
Esta manhã (22), o Brent opera a USD 105,88/bbl (+2,8%) e o WTI a USD 98,88/bbl (+2,2%) às 08h30, com os investidores voltando a precificar o ceticismo quanto a um acordo iminente. O mercado segue amplamente influenciado pelas narrativas, com novas falas de autoridades ligadas à situação geopolítica no Oriente Médio pesando de maneira mais intensa sobre as cotações, enquanto o balanço físico da commodity se mantém fragilizado.
Seis semanas após a declaração do cessar-fogo, as conversas mediadas pelo Paquistão continuam sem avanço concreto em dois pontos centrais da negociação: o destino do estoque de urânio enriquecido do Irã e o controle do Estreito de Hormuz. O chanceler iraniano Abbas Araqchi voltou a se reunir com o ministro paquistanês Mohsin Naqvi nesta sexta-feira em Teerã, enquanto o secretário Rubio sinalizou "alguns bons sinais" nas negociações — linguagem que o mercado interpreta como insuficiente para reprecificar um cenário de resolução.
Por que isso importa: Enquanto os impasses não forem resolvidos, o estreito permanece efetivamente fechado para a maioria do tráfego, mantendo fora do mercado o volume que antes respondia por 20% do consumo global de energia. O sistema de pedágio proposto por Teerã foi descartado por Rubio como "inviável" para qualquer acordo, criando uma inconsistência diplomática difícil de lidar.
Panorama: Enquanto isso, a situação do balanço físico segue se deteriorando. A IEA alertou nesta semana que o pico de demanda de verão somado à ausência de nova oferta do Oriente Médio pode levar o mercado à "zona vermelha" em julho-agosto, o que resultaria em pressões ainda mais expressivas sobre as reservas globais da commodity.
O que esperar? Caso os próximos dias tragam sinalização concreta de avanço nos pontos de impasse, o Brent deve seguir devolvendo parte do prêmio de risco, se direcionado aos USD 100 bbl novamente.

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Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.


7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.


6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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