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Diário de Petróleo

By: Bruno Santos, Market Intelligence Analyst

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Petróleo opera em baixa após fortes altas na semana

Ontem (15/07), o contrato mais ativo do Brent fechou com leve alta de 0,26%, cotado a USD 84,95/bbl. O WTI acompanhou o movimento, encerrando a USD 79,60/bbl (+0,33%).

O movimento foi sustentado pela escalada militar direta entre EUA e Irã. Washington retomou o bloqueio naval às exportações iranianas e realizou novos ataques a instalações costeiras e sistemas de mísseis, enquanto Teerã ameaçou interromper o fluxo energético regional e reiterou o Estreito de Ormuz como "linha vermelha". O número de navios transitando pelo Estreito caiu de 13 para menos de 10 embarcações em 24 horas, eliminando praticamente os VLCCs e navios de GNL da rota, com investidores precificando risco físico de oferta, não apenas geopolítico.

Nesta manhã (16/07), por volta das 08h40, o Brent recuava 0,4%, operando ao redor dos USD 84,68/bbl, com investidores adotando postura mais cautelosa após a alta recente e equilibrando as expectativas sobre o balanço global, dado que a manutenção de uma demanda enfraquecida na China reduz os efeitos sobre a menor oferta pelo Oriente Médio.

Estreito de Ormuz com trânsito reduzido e operações em terminais iraquianos suspensas

A combinação do bloqueio naval americano e incidente com drone no terminal de Basra elevou simultaneamente o prêmio de risco geopolítico e o risco físico de oferta. O número de embarcações cruzando o Estreito caiu de 13 para 9 em um dia, sem registro de VLCCs ou navios tanqueiros de GNL. No Iraque, o carregamento de petróleo foi suspenso em todos os terminais após drones atingirem um navio tanqueiro ancorado, sem causar danos estruturais, mas paralisando operações como medida de precaução.

Por que isso importa: A redução significativa do número de embarcações cruzando o Estreito de Ormuz, somada ao aumento dos ataques contra portos e terminais no Golfo Pérsico, amplia a percepção de que a situação no Oriente Médio parece ter voltado ao cenário observado no pico da guerra, com um volume físico mínimo de petróleo sendo escoado pelo Estreito. Enquanto isso, em nível global, os estoques operam em patamares menores, reduzindo as manobras disponíveis para buscar produtos de outros fornecedores no mercado.

O que esperar? Enquanto o bloqueio naval americano e as ameaças iranianas ao Estreito persistirem, o Brent tende a operar com viés altista, conforme verificado nas últimas sessões. Caso Teerã acione os aliados houthis no Iêmen para fechar o estreito de Bab el-Mandeb, corredor energético crítico no Mar Vermelho, a tendência seria de uma escalada ainda maior das cotações. Caso os terminais iraquianos retomem operações rapidamente e o tráfego pelo Estreito se estabilize, parte do prêmio de risco atual seria reduzida.

Crise de refino na Rússia e busca por gasolina na Índia

Ataques ucranianos à infraestrutura de refino russa comprometeram cerca de 40% da capacidade nacional por ao menos dois meses, levando Rosneft, Gazprom Neft e Lukoil a buscar gasolina no mercado indiano. Essa é uma inversão inédita no fluxo bilateral, já que a Índia é um dos maiores compradores de petróleo marítimo russo. Ao menos um carregamento já partiu da Índia; refinadores estatais indianos, porém, sinalizam ausência de excedentes para exportação.

Por que isso importa: A escassez de gasolina na Rússia desvia derivados de rotas habituais, pressionando spreads de refino globais e reduzindo a oferta disponível para mercados asiáticos e europeus. Se ataques adicionais forçarem a Rússia a buscar também diesel, o impacto sobre o mercado brasileiro de importação de derivados se tornaria relevante.

O que esperar? A demanda russa por gasolina indiana tende a persistir enquanto a capacidade de refino não for restabelecida, com a possibilidade de extensão para o diesel representando risco de novas altas nos crack-spreads. Caso refinadores indianos encontrem excedentes ou traders intermediem novos volumes, parte da pressão seria aliviada, mas a fragilidade do balanço global de derivados persistiria.

Variação intradiária de preços do setor energético

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, assume o protagonismo hoje no Simpósio anual de Jackson Hole do Fed, com discurso previsto para a próxima hora. O mercado certamente irá esmiuçar cada palavra com lupa, mas vale lembrar que seu objetivo declarado é fazer com que o Fed forneça menos orientação prospectiva (forward guidance) e desempenhe um papel menos proeminente, permitindo que o mercado "jogue com a bola, e não com o juiz".

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25 de agosto – Os futuros das bolsas apontam para uma abertura em alta, com o Dow Jones buscando ampliar os ganhos da véspera, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq miram uma reversão nesta terça-feira. O índice VIX está praticamente estável no início do dia, oscilando na casa dos 15,8 no momento em que escrevo. O dólar sobe discretamente mais uma vez, ainda tentando encontrar sustentação próximo do nível de 99,0 após a forte liquidação da semana passada. Os rendimentos dos Treasuries recuam no início do dia, com os de 2 anos caindo abaixo de 4,21%, enquanto os de 10 anos cedem para menos de 4,66% e os de 30 anos ficam abaixo de 5,19%. Esse arrefecimento dos rendimentos, especialmente na ponta longa da curva, é certamente uma notícia bem-vinda para o mercado em meio às preocupações mais amplas quanto à sustentabilidade da política fiscal norte-americana, mas ainda será preciso ver se o movimento se sustenta. O petróleo opera em forte queda no início do dia, depois que o anúncio feito ontem pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, veio menos agressivo do que se temia e reforçou a expectativa de que os EUA buscarão escalar a pressão pela via econômica, em vez da militar, o que potencialmente se traduz em menor risco de danos de prazo mais longo à oferta na região. O Ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, também destacou que houve "progresso significativo" nas negociações entre os dois lados, sustentando a ideia de que essas medidas possam funcionar como um reinício para conversas de paz mais relevantes, embora a retórica dura de autoridades iranianas contraste com isso. O WTI para entrega próxima recua 3,4% nesta manhã, negociado perto de US$ 82,10, enquanto o Brent para entrega próxima cai 3,0%, ao redor de US$ 87,80. Enquanto isso, as commodities agrícolas operam em baixa quase generalizada, apesar de um relatório de Crop Progress do USDA, divulgado após o fechamento de ontem, majoritariamente mais altista do que o esperado.

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August 24 – Stocks futures are pointing to a lower open to start the week amid a resumption of trade tensions and concerns regarding the potential downstream impact which we’ll dive into in more depth below. The VIX is elevated in response but still remains on the lower end of what we’ve seen in 2026, hovering around the 15.9 level at the time of writing. The dollar is quietly higher to start the week, appearing to find its footing after last week’s sharp break lower as it trades near 98.93. Treasuries are mixed to start the day, with 2-year yields rising to hover near 4.245% while long-term yields are off slightly, with 10-year yields trading at 4.714% and 30-year yields trading just below 5.24%. Crude oil is quietly lower this morning, with nearby WTI down roughly 1.2% on the day to trade near $85.60 and nearby Brent down 3.2% to trade near $91.40. The ags are mixed but mostly higher, led by corn after Friday’s shockingly low Pro Farmer Crop Tour yield estimate which we’ll also dive into in more depth below.

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