
Ameaças de sanções contra Rússia apoiam petróleo
Ontem, dia 29, o contrato mais ativo do Brent registrou alta de 3,75%, posicionando-se em USD 72,51 bbl. Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 72,51 bbl (+3,53%).
Os futuros seguiram respondendo às falas de Donald Trump sobre sancionar a Rússia, inclusive com sinalizações de penalidades para compradores do petróleo de Moscou, com o secretário do Tesouro Scott Bessent alertando a China sobre tarifas de 100%.
Hoje pela manhã (30), o contrato do Brent para vencimento em setembro de 2025 é negociado em torno de USD 71,48 bbl (-0,27%) até as 09h15. Os contratos revertem parte dos ganhos da última sessão, conforme o API registrou uma alta dos estoques de petróleo americano e investidores aguardam maiores definições sobre a taxa de juros do Fed.
Produção da Petrobras avança no segundo trimestre No último reporte de produção e vendas da Petrobras, a companhia reportou um aumento de 5% na produção de petróleo no segundo trimestre frente o período anterior, alcançando 2,9 mbpd. O resultado, de acordo com a estatal, reflete o ramp-up de alguns FPSOs e início das operações do FPSO Alexandre Gusmão em maio, que compensaram o declínio natural da produção em alguns campos. A perspectiva é de manutenção desse crescimento no segundo semestre, conforme se prevê a operação de nova plataforma no final do ano, além de ganhos de produtividade em outras já operantes.
No campo de combustíveis, o parque de refino da companhia apresentou fator de utilização de 91% no segundo trimestre, o que permitiu recuperação de 1,4% frente o período anterior. No período, a Petrobras produziu 680 kbpd de diesel, que apesar de superar o primeiro trimestre, ainda segue menor que no comparativo anual (-3,1% a.a). A gasolina também recuou 3,1% a.a, ficando abaixo dos últimos três trimestres. A justificativa da companhia é de algumas manutenções programadas em unidades de processamento do complexo, o que limitou a recuperação da oferta de alguns derivados.
API registra alta dos estoques de petróleo De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos apresentaram alta de 1,5 milhão de barris na última semana, apesar de outrso agentes do mercado projetarem queda do indicador. Esse aumento pode responder a uma recuperação das importações, apesar do aumento da taxa de utilização das refinarias (+1,8%) no período, de acordo com o instituto. Um destaque é para o aumento das reservas de diesel em 4,1 milhões de barris na semana, com as margens elevadas do combustível incentivando a produção do derivado pelo parque de refino americano. A gasolina, por sua vez, registrou queda de 1,7 milhão de barris na semana, acompanhando a sazonalidade do indicador. O mercado, portanto, aguarda a divulgação do relatório oficial do DOE, o que pode influenciar as margens dos derivados a depender das tendências da semana.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,081/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 3,53% na sessão passado, alcançando USD 8,62869/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 3,05%, alcançando USD 3,175 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,01%, próximos a USD 8,542 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)
