
Mercado Externo: Sanae Takaichi obtém grande maioria no Parlamento no Japão
Os principais índices acionários norte‑americanos iniciam a semana em alta, em um movimento de pequeno ajuste após as perdas das últimas sessões, associadas aos temores quanto aos níveis de CAPEX divulgados por big techs como Amazon e Alphabet.
No cenário nacional, o real apresenta nova apreciação de 0,25% frente ao dólar. O movimento reflete a depreciação da moeda norte‑americana (via índice DXY) nesta manhã.
Até o momento, o enfraquecimento intradiário da divisa norte‑americana pode estar associado às condições modestas da economia dos EUA, sobretudo no que se refere ao mercado de trabalho, uma vez que os dados da ADP revelaram criação de vagas no setor privado abaixo do esperado. Nesta semana, será publicado o payroll, na quarta‑feira, com dados oficiais do mercado de trabalho, que devem ajudar a ilustrar o atual momento do emprego no país.
Bancos chineses foram instruídos a reduzir a exposição aos títulos norte‑americanos, devido ao risco e à volatilidade atuais no âmbito interno dos EUA. Esse movimento também pode ter contribuído para a abertura mais fraca do dólar no início da sessão.
Sanae Takaichi obteve grande resultado nas eleições parlamentares (antecipadas) no Japão, uma vez que o Partido Liberal Democrático (PLD) assegurou mais de dois terços das cadeiras no parlamento. O número é bastante expressivo, considerando, sobretudo, as últimas formações da Câmara Baixa no país. Com isto, entende-se que Takaichi terá bastante liberdade para governar, e colocar seus planos pró-estímulo - pelo âmbito fiscal - em execução, sendo que o objetivo é elevar o nível de atividade econômica no país. A contraparte pode ocorrer na esfera cambial, à medida que a tendência para o iene é baixista, devido às políticas fiscais expansionistas. Ainda que um ajuste na política monetária - via elevação de juros - possa atenuar a queda da divisa japonesa, a expectativa é de que o comportamento de baixa seja intenso. Seguiremos monitorando a situação da moeda local, os impactos ao dólar e ao real, e uma possível intervenção norte-americana (via swap cambial) para fornecer suporte ao iene e assegurar níveis de competitividade dos Estados Unidos.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para o Nikkei, que registrou alta de 3,9% nesta segunda‑feira.
Na Europa, os mercados operam sem direção única, enquanto os agentes aguardam novas divulgações da temporada de balanços corporativos.
Soja estável
A soja opera de forma lateralizada na sessão, à medida que a China ainda não efetuou novas compras após o anúncio de avanços comerciais feito por Donald Trump na última quarta‑feira (4).
A colheita avança no Brasil, que apresenta clima favorável ao desenvolvimento final da cultura e aos trabalhos de campo. A oleaginosa brasileira mantém vantagens competitivas sobre o grão norte‑americano.
Na Argentina, a expectativa é de que, finalmente, um volume maior de chuvas atinja a região produtora de Buenos Aires nesta semana — o que pode reduzir a expectativa de queda nos rendimentos e, portanto, diminuir ligeiramente essa via de suporte aos futuros em Chicago.
Segundo a CFTC, os fundos adicionaram cerca de 11,5 mil posições compradas à soja na CBOT até a última terça‑feira (3). A atualização das posições ocorreu antes do anúncio das negociações com a China, feito por Donald Trump. Portanto, entende‑se que, para a divulgação desta semana, que ocorrerá na sexta‑feira (13), o saldo líquido deve aumentar ainda mais em função de uma provável elevação das posições compradas.
Milho em baixa
O milho opera com pequenas perdas, enquanto os agentes seguem buscando novos estímulos altistas sob a ótica da demanda.
O E15 permanece sujeito às restrições de sazonalidade, apesar do discurso de Trump há duas semanas em Iowa.
As vendas de exportação e a produção de etanol da semana passada sofreram pequena redução, o que pode ter contribuído para limitar os ganhos do cereal nestes últimos dias. Ainda assim, o milho acompanhou os ganhos da soja no final da última semana, como aponta o Relatório Semanal de Milho.
Na Argentina, houve pequena redução da expectativa de safra pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires, em 1 milhão de toneladas. Ainda assim, a produção deve alcançar 58 milhões de toneladas, configurando uma grande safra, o que reforça a ideia de sobreoferta no âmbito internacional.
Diante dessa dinâmica baixista predominante, o grande tema para o milho passa a ser a potencial redução de área (hectares) no próximo plantio. O cereal deve perder espaço para a soja, que se apresenta mais rentável no momento — tanto pelos custos mais baixos de produção (principalmente pelo uso mais intensivo de fertilizantes na cultura do milho) quanto pelo anúncio do acordo comercial com a China.
Trigo estável
O trigo, assim como a soja, encerrou o pregão noturno em estabilidade.
Sem grandes novidades para o grão na esfera dos fundamentos, o mercado se comporta de maneira menos volátil neste início de semana.
Segundo a CFTC, os fundos adicionaram cerca de 13 mil posições compradas até a última terça‑feira e aumentaram o saldo líquido das posições para ‑82 mil. Essa variação pode estar associada ao risco de winterkill, sobretudo no Mar Negro. Ainda assim, essas preocupações climáticas diminuíram ao longo da última semana, especialmente para a Rússia, que já apresenta bons níveis de proteção ao frio pela cobertura de neve.
odityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.