
Mercado Externo: Agentes aguardam por CPI nos EUA
Os principais índices acionários norte‑americanos iniciaram o dia com pequenas perdas nesta quinta‑feira (12), após a divulgação do payroll, que apresentou números bastante acima do esperado para o mercado de trabalho.
O relatório do BLS divulgado ontem, como comentado anteriormente, deve reduzir as expectativas do mercado quanto à antecipação de um corte de juros nos EUA, o que pode pressionar ações e ativos de maior volatilidade. Ainda assim, caso os EUA consigam manter um alto nível de emprego nos próximos meses, o segmento financeiro pode absorver potenciais ganhos do segmento produtivo.
Amanhã será divulgado o CPI dos EUA, referente a janeiro. Os dados de inflação devem complementar a análise corrente sobre os principais agregados macroeconômicos da economia americana.
No Brasil, o Ibovespa segue atingindo patamares máximos históricos, em meio à temporada de balanços e à apreciação do real frente ao dólar, ao passo que o país se mantém atrativo para investimentos estrangeiros. Nesta manhã, o índice apresenta alta superior a 2%, orbitando a região dos 190 mil pontos. O índice DXY opera de forma lateralizada, enquanto o câmbio doméstico recua cerca de 0,3%.
No segmento de commodities, o petróleo Brent opera em ligeira baixa, enquanto o algodão amplia o movimento de alta em meio à rolagem de posições. Os metais já não exibem a volatilidade observada há algumas semanas; tanto o ouro quanto a prata operam em queda nesta quinta‑feira.
Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem direção única. O Nikkei, no Japão, interrompeu a sequência de altas nesta quinta‑feira, após três sessões de ganhos robustos depois das eleições parlamentares.
Na Europa, os principais índices acionários são negociados em alta, em um dia movimentado devido à temporada de balanços.
Soja em alta
As cotações da soja encerraram o pregão noturno desta quinta-feira (dia 12) em alta, com o mercado continuando animado com a possiblidade de novas compras de soja dos EUA pela China.
Já as vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 05/02 alcançaram 281,8 mil toneladas, volume abaixo do piso das estimativas do mercado, entre 300 mil e 1,1 milhão de toneladas, não “confirmando” novas compras aquecidas por parte do país asiático.
No Brasil, a Conab aumentou sua estimativa da safra de soja 25/26 para 177,99 milhões de toneladas, número que ainda ficou aquém do divulgado pelo USDA ontem, em 180 milhões, e também mais baixo que a última revisão da StoneX, que superou 181 milhões de toneladas.
Por outro lado, a Bolsa de Rosário trouxe um corte em sua estimativa de produção na Argentina, que passou de 49 para 48 milhões de toneladas, diante de chuvas irregulares. A instituição ressaltou que o clima ainda precisa ser acompanhado e que possíveis novos cortes não estão descartados.
De qualquer forma, pelo lado da oferta mundial, por enquanto, não há maiores ameaças. Já em relação à demanda, se a China realmente comprar mais soja dos EUA, outros países devem se voltar para o Brasil, uma vez que não há mudanças nas expectativas de exportação/importação mundiais.
Milho em alta
O milho registrou leve alta, sob influência do rali no mercado de soja, mas não houve surpresas recentes pelo lado dos fundamentos. O USDA elevou a estimativa de exportação dos EUA, mas esse movimento já era esperado pelo mercado.
Já as vendas de exportação dos EUA para a semana encerrada em 05/02 alcançaram pouco mais de 2 milhões de toneladas, superando o teto das estimativas, entre 600 mil e 1,5 milhão de toneladas.
No Brasil, a Conab trouxe uma leve redução da produção de milho total 25/26, para 138,45 milhões de toneladas, com o aumento da safra verão não compensando a queda da safrinha. Já na Argentina, a Bolsa de Rosário continua estimando uma safra robusta de milho, lembrando que o ciclo do cereal começa mais cedo que o da soja.
Trigo em alta
O trigo apresentou comportamento de alta entre as diferentes bolsas do EUA.
O relatório mensal do USDA continuou mostrando uma oferta global robusta, enquanto as vendas de exportação dos EUA têm ficado mais aquecidas. Na semana encerrada em 05/02, as vendas da safra 25/26 ficaram em 488 mil toneladas, perto do teto do intervalo das estimativas, entre 200 mil e 500 mil toneladas. No acumulado, as negociações estão consideravelmente acima do registrado no mesmo período do ano passado.
No Brasil, a Conab começou a divulgar os dados para a safra 2026, com perspectivas de produção menor, devido a uma área também em queda, em meio ao contexto de oferta global folgada e preços pressionados. A produção foi estimada em 6,9 milhões de toneladas.
odityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.