
Sentimento do mercado de grãos hoje

Editorial
Com o ataque americano-israelense ao Irã no final de semana, os mercados de commodities abrem a semana predominantemente em alta. O petróleo opera com mais de 8% de alta conforme o mercado teme a interrupção da normalidade de fluxos da commodity pelo estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo do mundo. O dólar e os metais também apontam para cima, à medida que os investidores devem optar por ativos de maior segurança nesse momento turbulento. Nos grãos, no entanto, a reação tem sido mais comedida, com possíveis ajustes técnicos após as altas da semana passada – além de uma maior normalidade climática nos principais produtores globais – neutralizando parte dos potenciais efeitos altistas da escalada dos conflitos no Oriente Médio.
Hoje, foi publicado o novo Relatório Semanal de Grãos. Acesse-o clicando aqui.
Ataques no Oriente Médio
No último sábado (28), os Estados Unidos, juntamente de Israel, direcionaram ataques coordenados ao Irã, que atingiram o palácio presidencial em Teerã, e instalações militares ao redor do país. Os bombardeios se deram em um contexto de frustração das conversas entre os países na direção de um novo acordo nuclear ao longo dos últimos meses. Em resposta, o Irã passou a atacar bases americanas e territórios de países aliados dos Estados Unidos por todo o Oriente Médio.
Como impacta o mercado? | A aversão ao risco tende a ser altista para o mercado de grãos, dada a vantagem das commodities em ambientes de aversão ao risco.
- Ainda assim, a commodity mais impactada é o petróleo, dada a importância do Irã para a produção e fluxo desse produto. Para mais detalhes, acesse este link.
- A valorização do petróleo tende a ser altista para o óleo de soja, que operou com altas de quase 3% nesta manhã.
Estimativas de safra | StoneX
A StoneX publicou hoje novas atualizações nas expectativas de safra, para a soja e para o milho.
- A StoneX estima uma produção de soja de 177,8 milhões de toneladas neste ciclo 2025/26, 3,8 milhões de toneladas a menos do que foi estimado em fevereiro, mas ainda representa um avanço anual de 5,4%.
- A redução é atribuída principalmente a uma revisão para baixo na safra do Rio Grande do Sul, aonde a precipitação chegou atrasada, afetando os rendimentos de soja no estado. Bahia, Mato Grosso do Sul e Paraná também tiveram revisões negativas.
- Para o milho de primeira safra, houve um ajuste positivo na produção do Rio Grande do Sul (+4%), que elevou as expectativas de produção nacional para 26,8 milhões de toneladas.
- O milho safrinha também apresentou uma pequena revisão para cima, sobretudo devido a aceleração do ritmo de plantio no Mato Grosso – ainda que o clima nos próximos momentos possa gerar novas interpretações para o desenvolvimento da safra.
Para mais detalhes sobre este conteúdo, acesse este link.
Posições dos Fundos (CFTC)
Nesta última sexta-feira (27), o CFTC divulgou uma atualização das posições dos fundos especulativos para as commodities agrícolas – cuja abrangência se dá até a última terça-feira (24).
- Observa-se que os fundos têm apresentado um comportamento de cobertura de posições vendidas nas últimas semanas, principalmente no mercado de trigo, conforme incertezas climáticas pelo mundo têm ameaçado a dinâmica baixista que já se estende há alguns meses.
- Na soja, a cobertura de posições vendida é somada a um aumento de posições compradas, à medida que o mercado tem se mostrado otimista, tanto com a política de biocombustíveis quanto com as possíveis novas compras de soja pela China.
- O milho apresentou movimento semelhante, mas muito mais tímido. O mercado do cereal parece estar mais resistente a estímulos altistas conforma tudo ainda aponta para ampla oferta de milho nos Estados Unidos.
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Outros tópicos relevantes aos grãos
- As previsões para o clima nos Estados Unidos continuam apontando para um maior nível de precipitações nas planícies centrais nos próximos dias. A ocorrência destas chuvas pode reduzir os temores sobre uma eventual queda de rendimentos da safra de trigo associada à seca nos EUA, sendo um fator de pressão para os grãso. Além disso, quanto mais nos aproximamo do início do plantio na primavera do hemisfério norte, níveis de umidade no solo serão essenciais para as safras de soja e milho também.
- O USDA divulgou, na última sexta-feira, que os EUA venderam 257 mil toneladas de milho junto a destinações desconhecidas. A operação reflete a continuidade do bom ritmo de vendas norte-americano, ajudando a dar sustentação aos futuros apesar do balanço folgado.
odityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.