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Mercado de lácteos: demanda perde ritmo no Brasil

By: Liderança Inovadora, Liderança Inovadora

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Com preços dos lácteos mais altos nas prateleiras, consumidores passam a comprar de forma mais seletiva no Brasil

A demanda por lácteos no Brasil deixou de ditar o ritmo do mercado, e o motivo está no caixa do supermercado, não na fazenda. Após meses em que o leite UHT e os queijos mantiveram preços elevados sem comprometer o consumo, parte desses aumentos finalmente chegou ao consumidor final, tornando o comportamento de compra mais seletivo. Não se trata de um mercado em que a demanda entrou em colapso, mas sim de um mercado em que as compras de reposição, que sustentaram os preços durante o primeiro semestre, perderam força. Para indústrias e compradores comerciais, essa mudança é especialmente relevante porque ocorre justamente quando o período de entressafra termina e a oferta de leite começa a se recuperar.

Juliana Torres, analista de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil, acompanha o mercado brasileiro de lácteos. Seu trabalho inclui o monitoramento da oferta de leite, dos fluxos de comércio do setor e dos riscos de preços, atuando junto a toda a cadeia produtiva, desde produtores rurais e indústrias de processamento até empresas de alimentos, distribuidores e restaurantes, onde os aumentos de preços acabam chegando ao consumidor.

Destaques

  • O aumento dos preços dos lácteos chegou ao varejo e reduziu o ritmo das compras de reposição.
  • Leite UHT e queijos mantiveram preços elevados por um período prolongado.
  • A produção de leite no Sul do Brasil se recupera com o fim da entressafra.

 

Confira insights sobre o mercado de lácteos

A alta dos preços dos lácteos chega ao varejo e altera o comportamento do consumidor

Os aumentos de preços dos lácteos no Brasil já ultrapassaram a cadeia produtiva e chegaram às prateleiras. É justamente essa visibilidade que passa a influenciar a forma como os consumidores compram. Durante boa parte do primeiro semestre, os reajustes permaneceram entre os produtores e a indústria, sendo absorvidos antes de se tornarem evidentes para o consumidor. Agora, essa margem de absorção diminuiu.

Segundo Juliana Torres, “a inflação tornou-se mais visível no varejo, o que tende a levar a um comportamento de compra mais seletivo.”

Para compradores comerciais, a palavra-chave é “seletivo”. Isso descreve um consumidor que continua comprando produtos da categoria, mas passa a fazer escolhas diferentes dentro dela, alternando entre marcas, formatos e tamanhos de embalagem, em vez de simplesmente abandonar a compra.

A demanda brasileira absorveu a valorização dos preços sem enfraquecer

“Não estamos observando uma demanda fraca, mas sim um mercado que já não apresenta o mesmo ritmo de crescimento e de reposição observado ao longo deste ano”, afirma Juliana.

Essa distinção é fundamental para a indústria brasileira de lácteos. Produtos como leite UHT e queijo sustentaram preços elevados por um longo período e continuaram encontrando demanda, demonstrando que o consumo absorveu grande parte dessa valorização em vez de resistir a ela.

Essa resiliência reforça a existência de uma demanda estruturalmente sólida, e não de um mercado sustentado apenas por uma escassez temporária. O que mudou foi o ritmo do mercado, especialmente a velocidade das compras de reposição e da recomposição de estoques que impulsionaram os volumes negociados ao longo dos primeiros meses do ano.

Compradores ficam mais seletivos à medida que a oferta de leite se recupera

A demanda por lácteos no Brasil passa a conviver com uma oferta crescente de leite justamente no momento em que seu ritmo de expansão perde força. Essa combinação tende a ser determinante para a direção dos preços nos próximos meses.

Os volumes de leite produzidos no Sul do Brasil já mostram uma recuperação mais evidente, enquanto o mercado spot registra negociações mais fracas e preços em queda. Ao mesmo tempo, as indústrias têm demonstrado menor agressividade na compra de matéria-prima diante do aumento da disponibilidade.

A principal questão para o segundo semestre é saber se a demanda continuará absorvendo essa oferta adicional ou se ocorrerá um ajuste mais significativo nos preços.

De acordo com a analista, “a demanda permanece presente, embora os preços mais altos ao consumidor possam começar a limitar parte desse apetite de compra.”

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--- Escrito por Frédéric Guétin, Produtor de Conteúdo da StoneX

--- Especialista: Juliana Torres, Analista de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil

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1º de outubro: Os futuros das bolsas apontam para uma abertura em alta após um fechamento misto dos principais índices ontem, quando o Dow Jones encerrou em seu menor nível desde meados de junho, enquanto o Nasdaq e o S&P 500 seguem cerca de 1% a 2% abaixo de suas máximas históricas. O VIX inicia o dia em leve alta, oscilando logo abaixo de 16,5 no momento da redação. O dólar dispara nesta manhã, tendo tocado seu maior nível desde abril de 2025, logo abaixo de 102, mais cedo na sessão, e agora gira em torno de 101,8. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo continuam a gerar preocupação ao avançarem mais uma vez, com o de 10 anos subindo para 5,317% e o de 30 anos para 5,674%. Já os de curto prazo recuam após os dados econômicos positivos de ontem, que podem ter afastado parte dos temores mais hawkish, com o rendimento de 2 anos caindo para 4,875% no momento da redação. O petróleo opera no campo positivo no início do dia, com o WTI de primeiro vencimento subindo 1%, negociado próximo a US$ 91,20, e o Brent de primeiro vencimento avançando 1,7%, próximo a US$ 99,70. Os agrícolas indicam uma abertura mista, com grãos e oleaginosas tentando se recuperar da forte queda de ontem.

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30 de setembro – Uma série de dados capazes de movimentar os mercados será divulgada ao longo do dia, e a coincidência com o fechamento do mês e do trimestre pode tornar o pregão bastante volátil. A manhã trouxe praticamente a melhor combinação macroeconômica possível: crescimento econômico subjacente dos EUA bem mais forte e resiliência contínua do mercado de trabalho, acompanhados de uma inflação abaixo do esperado, justamente no indicador de inflação preferido do Fed. Com isso, os futuros de ações apontam para uma abertura em alta, enquanto o VIX recua com força após as divulgações e gira em torno de 15,8 no momento em que este texto é escrito. O dólar também inverteu a trajetória e passou a cair, à medida que o mercado começa a precificar uma necessidade menor de altas imediatas de juros pelo Fed. A moeda recua pouco mais de 0,2% no dia, negociada perto de 101,15. Os rendimentos dos Treasuries também caem de forma expressiva após as divulgações, sobretudo na ponta curta da curva, onde o Fed tem maior controle. O título de 2 anos voltou para 4,83%, o de 10 anos está em 5,22% e o de 30 anos, em 5,58%. O petróleo tenta interromper a sequência recente de quedas, com o WTI de primeiro vencimento subindo 2%, perto de US$ 90,70, e o Brent de primeiro vencimento avançando 1,4%, próximo de US$ 97,50. As commodities agrícolas começam o dia majoritariamente em alta, com as atenções voltadas para os relatórios de Estoques Trimestrais de Grãos (Quarterly Grain Stocks) e de Resumo dos Grãos Pequenos (Small Grain Summary), previstos para as 11h00 no horário de Chicago.

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29 de setembro – O mercado de trabalho norte-americano está no centro das atenções hoje, com o relatório JOLTs de agosto previsto para as 9h00 (horário central dos EUA). Voltamos basicamente à lógica de "boa notícia é má notícia" nas bolsas, com os traders enxergando a resiliência do mercado de trabalho como uma espécie de sinal verde para que o Fed siga elevando os juros no combate à inflação ainda acima da meta. Nessa mesma linha, teremos amanhã pela manhã a atualização do PCE de agosto, a métrica de inflação preferida do Fed. Isso provavelmente dá o tom de um meio de semana volátil, sobretudo com o pano de fundo das manchetes geopolíticas em curso e com o timing coincidindo com o fechamento de mês e de trimestre.

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