FATORES BAIXISTAS
- Criação de corredores para a exportação de alimentos na Ucrânia;
- Preocupação com novos casos de Covid-19 e lockdowns na China;
- Redução da preocupação com o plantio nos EUA.
FATORES ALTISTAS
- Avanço da vacinação contra a Covid-19;
- Preocupação com safra de grãos na América do Sul;
- Conflito entre Rússia e Ucrânia e expectativa de menor plantio na Ucrânia.
Após as expressivas altas observadas na semana encerrada no dia 10 de junho, os contratos futuros do milho iniciaram a semana passada em queda, motivada tanto por um típico movimento de realização de lucros como pela tendência baixista observada nos mercados de soja, trigo e nos mercados acionários como um todo. O contrato com vencimento em julho de 2022 finalizou o pregão da segunda-feira (13) com uma contração de 4 cents/bu no comparativo diário.
Conforme divulgado no relatório semanal de inspeção de exportações do USDA, os Estados Unidos embarcaram 1,2 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 9 de junho, 259 mil toneladas abaixo do volume exportado na semana anterior e 411 mil toneladas a menos que o registrado no mesmo período de 2021. As exportações acumuladas totalizaram 44,96 milhões de toneladas, 9,26 milhões a menos que o registrado na mesma época da temporada anterior.
Também na segunda-feira, o USDA divulgou seu relatório semanal de acompanhamento de safra. Até o dia 12 de junho o plantio de milho nos EUA havia alcançado 97%, um progresso semanal de 3 p. p. Com isso, o ritmo da semeadura no país está abaixo do observado no último ano, quando os trabalhos de campo já haviam sido finalizados, mas em linha com a média de 5 anos para o mesmo período.
Intraday (15 min) contrato de julho/22 (CBOT)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (14), os futuros do cereal tiveram mais um dia de baixas em Chicago, seguindo a tendência observada no mercado de trigo. O julho/22 do cereal finalizou o dia com um recuo de 1 cent/bu no comparativo diário. O conflito no Mar Negro segue como um importante direcionador dos preços dos grãos. As discussões sobre a possibilidade da Rússia fornecer um corredor para o passagem segura dos grãos ucranianos ainda seguem ocorrendo. Caso as conversas sejam bem-sucedidas, poderíamos observar um aumento das exportações de milho ucraniano, reduzindo o aperto na oferta global. Contudo, ainda não há nada concreto. Além disso, o risco de recessão segue assombrando o mercado, gerando preocupações em relação ao consumo de milho.
Na quarta-feira (15), os contratos do cereal não registraram um direcionamento único. Ao passo que o contrato mais próximo avançou 5,75 cents/bu no intradia, os de vencimento mais distante apresentaram leves recuos.
A Administração de Informação de Energia (EIA) relatou que a produção norte-americana de etanol avançou para 1.060 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 10 de junho, 21 mbpd a mais que o registrado na semana anterior. Já os estoques do biocombustível recuaram para 23,20 milhões de barris, contração de 439 mil barris em relação à semana anterior.
Na quinta-feira (16), o julho/22 do milho encerrou mais um dia no campo positivo em Chicago, acumulando uma expressiva alta de 14,25 cents/bu no comparativo diário.
O USDA informou que as vendas líquidas referentes à safra 2021/22 totalizaram 140,94 mil toneladas na semana encerrada em 9 de junho, 139,5 mil toneladas a menos que o observado na semana anterior, mas 122,9 mil acima do registrado na semana equivalente de 2021. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 100 mil e 500 mil toneladas.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na sexta-feira (17), seguindo principalmente o aumento na taxa de juros dos EUA – mas também de outros países, visto que esta tem sido uma política comum globalmente – e um incentivo ao redirecionamento das aplicações de ativos menos seguros, como os futuros, para outros mais seguros. No último pregão da semana, os o julho/22 acumulou uma contração diária de 3,75 cents/bu. Com isso, o contrato em questão encerrou a semana cotado a 784,5 cents/bu, acumulando uma valorização de 11,25 cents/bu, ou 1,5%.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.