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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja fica estável na semana passada, mas sobe nesta segunda-feira, após postagem de Trump
 
   Ana Luiza Lodi
 
 
 
StoneX estima safra maior para os EUA no ciclo 25/26
 
  • Fatores baixistas
  • Produção mundial 25/26 ainda superando o consumo, segundo o USDA;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • StoneX estima produção recorde para a safra brasileira 25/26;
  • StoneX estima safra acima de 120 milhões de toneladas para os EUA;
  • Boas condições de lavouras nos EUA;
  • Clima favorável nos EUA.
  • Fatores altistas
  • Queda de área na safra 25/26 dos EUA;
  • EPA anuncia aumento do mandato de biodiesel e diesel renovável nos EUA;
  • Aprovação do crédito 45Z nos EUA, que deve favorecer o óleo de soja;
  • Possível prorrogação da trégua entre China e EUA;
  • Trump afirma que gostaria que China comprasse mais soja dos EUA;
  • Aumento da mistura de biodiesel no diesel no Brasil;
  • Importações chinesas de soja aquecidas.

As cotações da soja em Chicago oscilaram em torno da estabilidade na semana passada, mantendo-se abaixo de USD 10,00 por bushel. O vencimento para setembro encerrou a sexta-feira em 967,75 cents por bushel, leve queda de 0,2%. Destaca-se que uma postagem de Donald Trump, indicando que gostaria que a China quadruplicasse as compras de soja dos EUA está dando suporte aos preços no início desta semana.

O bom andamento da safra dos EUA continuou alimentando o cenário de uma oferta folgada. O percentual bom/excelente das lavouras do país ficou em 69% no dia 03 de agosto, queda de 1 p.p. em relação a uma semana antes, mas mais elevado que a média de cinco anos e do que o registrado nesse mesmo período em 2024. Com o início de agosto, a correlação entre as condições das lavouras e a produtividade ganham relevância e esses percentuais são considerados bastante favoráveis. O clima nas próximas semanas será acompanhado de perto, com a fase de enchimento de grão em andamento. Previsões indicando chuvas pesadas em parte da região produtora do país estão no radar.

A StoneX dos EUA divulgou seu levantamento de produtividade para a safra 25/26 dos EUA na última semana, com a média nacional estimada em 3,6 toneladas por hectare, o que levaria a produção para 120,43 milhões de toneladas. Esse resultado ficou acima do último número do USDA, em 118 milhões de toneladas, considerando uma produtividade na tendência histórica, em 3,53 toneladas por hectare. Essa produção mais elevada alimenta a possibilidade de um balanço mais folgado nos EUA, mesmo com as boas perspectivas para esmagamento, diante das políticas de biocombustíveis. Já as estimativas para as exportações de soja do país estão mais baixas, mas o mercado monitora a situação de um possível acordo com a China.

Intraday Semanal - setembro/25
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

No Brasil, as exportações de soja em julho totalizaram 12,26 milhões de toneladas, nível acima do alcançado no mesmo mês do ano passado, quando ficaram m 11,25 milhões de toneladas. No acumulado desde janeiro foram embarcadas 77,2 milhões de toneladas de soja. Destaca-se que a demanda chinesa pela oleaginosa está aquecida e o Brasil é a principal origem da soja importada pelo país, com o cenário de produção recorde por aqui neste ano favorecendo essa configuração. Em julho, as importações totais de soja pela China atingiram 11,67 milhões de toneladas, nível recorde para o referido mês, superando a expectativa do mercado, que estava ao redor de 10,5 milhões de toneladas.

Depois do Brasil, os EUA são o segundo maior exportador de soja para a China, mas em volumes significativamente menores que os embarcados brasileiros. Ressalta-se, ainda, que os volumes de soja dos EUA exportados para a China foram caindo ao longo dos anos, diante das tensões comerciais entre os dois países e com o Brasil expandindo cada vez mais sua produção de soja. Em 2024, enquanto o Brasil exportou 72,5 milhões de toneladas de soja para a China, os embarques norte-americanos para o país ficaram em 27 milhões. Em 2023, quando o Brasil tinha colhido uma safra recorde, as exportações para a China foram ainda maiores, atingindo 74,5 milhões de toneladas, contra 26,4 milhões dos EUA. Em 2025, com a renovação do recorde da produção brasileira de soja, essa tendência poderá se intensificar. Nos primeiros sete meses desse ano, o Brasil, embarcou 58 milhões de toneladas de soja para a China, contra 55,2 milhões no mesmo período de 2024.

Mesmo com essa prevalência do Brasil, o mercado monitora um possível acordo entre EUA e China, que poderia incluir compras de maiores volumes de soja norte-americana. A afirmação de Trump, em uma rede social, de que gostaria que a China quadruplicasse as importações de soja dos EUA oferece suporte importante aos preços da oleaginosa nesse início de semana. Essa postagem ocorre num momento em que a trégua entre China e EUA está terminando (fim previsto para amanhã 12).

Apesar da reação imediata nos preços, é preciso lembrar que não há nenhum acordo oficial anunciado e que no primeiro mandato de Trump, a China não cumpriu os volumes acordadas de compra de produtos agrícolas norte-americanos. A China continua comprando muita soja do Brasil, com rumores de 28 navios reservados na semana passada, além do registro de compra de farelo da Argentina. No caso da compra direta de farelo, essa é uma situação menos usual, que não deve se sustentar, já que o país foca em importar o grão e esmagar internamente, principalmente diante das perspectivas de uma grande oferta ao redor do mundo.

Assim, a situação entre EUA e China e um possível acordo precisará ser acompanhada, pois não tem nada definido ainda. De qualquer forma, essas especulações devem continuar permeando as negociações nesta semana, sem esquecer da divulgação do relatório mensal dos USDA amanhã (dia 12), que pode trazer ajustes de produtividade da soja norte-americana. 

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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25 de agosto – Os futuros das bolsas apontam para uma abertura em alta, com o Dow Jones buscando ampliar os ganhos da véspera, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq miram uma reversão nesta terça-feira. O índice VIX está praticamente estável no início do dia, oscilando na casa dos 15,8 no momento em que escrevo. O dólar sobe discretamente mais uma vez, ainda tentando encontrar sustentação próximo do nível de 99,0 após a forte liquidação da semana passada. Os rendimentos dos Treasuries recuam no início do dia, com os de 2 anos caindo abaixo de 4,21%, enquanto os de 10 anos cedem para menos de 4,66% e os de 30 anos ficam abaixo de 5,19%. Esse arrefecimento dos rendimentos, especialmente na ponta longa da curva, é certamente uma notícia bem-vinda para o mercado em meio às preocupações mais amplas quanto à sustentabilidade da política fiscal norte-americana, mas ainda será preciso ver se o movimento se sustenta. O petróleo opera em forte queda no início do dia, depois que o anúncio feito ontem pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, veio menos agressivo do que se temia e reforçou a expectativa de que os EUA buscarão escalar a pressão pela via econômica, em vez da militar, o que potencialmente se traduz em menor risco de danos de prazo mais longo à oferta na região. O Ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, também destacou que houve "progresso significativo" nas negociações entre os dois lados, sustentando a ideia de que essas medidas possam funcionar como um reinício para conversas de paz mais relevantes, embora a retórica dura de autoridades iranianas contraste com isso. O WTI para entrega próxima recua 3,4% nesta manhã, negociado perto de US$ 82,10, enquanto o Brent para entrega próxima cai 3,0%, ao redor de US$ 87,80. Enquanto isso, as commodities agrícolas operam em baixa quase generalizada, apesar de um relatório de Crop Progress do USDA, divulgado após o fechamento de ontem, majoritariamente mais altista do que o esperado.

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August 24 – Stocks futures are pointing to a lower open to start the week amid a resumption of trade tensions and concerns regarding the potential downstream impact which we’ll dive into in more depth below. The VIX is elevated in response but still remains on the lower end of what we’ve seen in 2026, hovering around the 15.9 level at the time of writing. The dollar is quietly higher to start the week, appearing to find its footing after last week’s sharp break lower as it trades near 98.93. Treasuries are mixed to start the day, with 2-year yields rising to hover near 4.245% while long-term yields are off slightly, with 10-year yields trading at 4.714% and 30-year yields trading just below 5.24%. Crude oil is quietly lower this morning, with nearby WTI down roughly 1.2% on the day to trade near $85.60 and nearby Brent down 3.2% to trade near $91.40. The ags are mixed but mostly higher, led by corn after Friday’s shockingly low Pro Farmer Crop Tour yield estimate which we’ll also dive into in more depth below.

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