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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja continua no campo positivo, acompanhando safra dos EUA e políticas de biocombustíveis
 
   Ana Luiza Lodi
 
 
 
Crop Tour da Pro Farmer indica safra favorável nos EUA
 
  • Fatores baixistas
  • Produção mundial 25/26 ainda superando o consumo, segundo o USDA;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • StoneX estima produção recorde para a safra brasileira 25/26;
  • StoneX estima safra acima de 120 milhões de toneladas para os EUA;
  • Boas condições de lavouras nos EUA;
  • Clima favorável nos EUA;
  • USDA estima produtividade recorde para os EUA.
  • Fatores altistas
  • Revisão da área da safra 25/26 dos EUA, com queda de 1 milhão de hectares;
  • EPA anuncia aumento do mandato de biodiesel e diesel renovável nos EUA;
  • Aprovação do crédito 45Z nos EUA, que deve favorecer o óleo de soja;
  • Grandes refinarias nos EUA poderão  absorver isenção das pequenas;
  • Trump afirma que gostaria que China comprasse mais soja dos EUA;
  • Aumento da mistura de biodiesel no diesel no Brasil;
  • Importações chinesas de soja aquecidas.

 

As cotações da soja tiveram mais uma semana de ganhos em Chicago, com o contrato para setembro encerrando a sexta-feira (dia 22) em 1036,5 cents por bushel, alta de 1,4% no período. O mercado continuou acompanhando o andamento da safra norte-americana, a questão tarifária, além da política de biocombustíveis do país.

Pelo lado da oferta, a safra 25/26 dos EUA continua dando sinais de uma produção robusta, possivelmente com produtividade recorde. Tanto USDA quanto StoneX estimam o rendimento médio nacional em 3,6 toneladas por hectares. Na semana passada, foi realizado o famoso Crop Tour da Pro Farmer, pelos principais estados produtoras do Meio Oeste, com o resultado final indicando uma produtividade média para o país em 3,56 toneladas por hectare. Com esse rendimento, a produção esperada foi calculada em 115,56 milhões de toneladas, destacando que a Pro Farmer considera outras informações além das coletadas em campo, como o estágio das lavouras, ajustes de área e diferenças históricas dos dados do tour em relação ao USDA. As condições das lavouras do país se mantiveram estáveis na semana encerrada em 17 de agosto, com o percentual bom/excelente em 68%, mesmo nível do ano passado e acima da média de cinco anos para o período, em 62%.

Intraday Semanal - setembro/25
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Em relação à demanda pela soja norte-americana, o andamento das vendas de exportação é acompanhando com atenção, principalmente as negociações da safra 25/26, que são as mais baixas dos últimos cinco anos, com a China não tendo originado soja dos EUA da safra nova. Esse cenário traz preocupação, uma vez que o melhor período de embarques dos EUA é o quarto trimestre do ano, logo após a colheita e antes da entrada de uma nova safra no Brasil.

A China tem aproveitado a oferta de soja brasileira em 2025, com a colheita de uma safra recorde por aqui para garantir grandes volumes da oleaginosa, com as importações mensais do país estando em alta. Com isso, o país tende a reduzir suas necessidades de soja norte-americana, mesmo no pico de exportações dos EUA. Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras têm se mantido aquecidas, com 5,2 milhões de toneladas embarcadas em agosto, até o dia 18, levando o acumulado desde janeiro para 82,4 milhões. 

Já o lado do consumo interno dos EUA, com as políticas de biocombustíveis, continua sendo o principal fator de suporte ao óleo de soja e também à soja do país. Na sexta-feira (dia 22), a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) anunciou isenções para pequenas refinarias, no equivalente a 5,34 bilhões de RINs, o que foi considerado baixista. Foi anunciado também que os RINs anteriores a 2023 expirariam, não podendo ser usados para cumprir os mandatos. Por outro lado, houve uma proposta adicional, que ainda está sujeita a discussões, de que as obrigações das pequenas refinarias seriam transferidas para as grandes refinarias, o que se confirmado, seria positivo para o consumo de matérias-primas renováveis, incluindo o óleo de soja. 

Quanto à Argentina, destaca-se que a carga de farelo de soja, de 30 mil toneladas, vendida pelo país para a China teve seu destino alterado para o Vietnã, alegando-se “razões comerciais”, diante de preocupações com a qualidade do produto. Esse seria o primeiro embarque de farelo de soja da Argentina para China desde que o país asiático aprovou o produto argentino em 2019.
Já as perspectivas para a safra 25/26 da América do Sul estão no radar. O plantio do Brasil pode começar a partir do começo de setembro, no dia 6, em Mato Grosso, enquanto a semeadura argentina ocorre mais tarde, a partir da segunda metade de outubro. De qualquer forma, as condições climáticas são monitoras, com regiões produtoras da Argentina tendo registrado precipitações atípicas em julho e em agosto, o que tende a favorecer a umidade do solo. 

No Brasil, previsões meteorológicas indicam o retorno das chuvas em setembro, o que, se confirmado, tende a ser positivo para o andamento do plantio da soja, favorecendo também a janela das lavouras de segunda safra. No ano passado, houve atrasos no início do plantio devido à seca histórica e atraso no retorno das precipitações. Assim, caso o clima já esteja mais chuvoso a partir de setembro, poderá haver soja da safra nova disponível entre o final de dezembro e início de janeiro, o que é mais um ponto a se monitorar quanto às exportações dos EUA, que teriam sua melhor janela reduzida pela entrada “antecipada” do produto brasileiro. 

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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August 24 – Stocks futures are pointing to a lower open to start the week amid a resumption of trade tensions and concerns regarding the potential downstream impact which we’ll dive into in more depth below. The VIX is elevated in response but still remains on the lower end of what we’ve seen in 2026, hovering around the 15.9 level at the time of writing. The dollar is quietly higher to start the week, appearing to find its footing after last week’s sharp break lower as it trades near 98.93. Treasuries are mixed to start the day, with 2-year yields rising to hover near 4.245% while long-term yields are off slightly, with 10-year yields trading at 4.714% and 30-year yields trading just below 5.24%. Crude oil is quietly lower this morning, with nearby WTI down roughly 1.2% on the day to trade near $85.60 and nearby Brent down 3.2% to trade near $91.40. The ags are mixed but mostly higher, led by corn after Friday’s shockingly low Pro Farmer Crop Tour yield estimate which we’ll also dive into in more depth below.

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